Os Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) são padrões emocionais e cognitivos autodestrutivos que se desenvolvem na infância ou adolescência e se repetem ao longo da. Eles funcionam como "lentes" distorcidas pelas quais a pessoa enxerga a si mesma, os outros e o mundo, surgindo quando as necessidades emocionais básicas da criança (como segurança, afeto, limites e autonomia) não são atendidas de forma adequada.
A necessidade frustrada aqui é a de segurança, estabilidade, aceitação e afeto. Pessoas com esquemas neste domínio sentem que não podem contar com ninguém e que serão rejeitadas.
Crença de que as pessoas queridas vão morrer, ir embora ou abandonar o indivíduo a qualquer momento.
Expectativa constante de que os outros vão trair, mentir, machucar ou se aproveitar da sua boa-vontade.
Certeza de que os outros nunca vão suprir o desejo de carinho, empatia, atenção e proteção afetiva.
Sentimento profundo de ser internamente imperfeito, falho, mau ou inferior, gerando medo de ser rejeitado se descobrirem quem realmente é.
Sensação de não pertencer a grupo nenhum, sentindo-se totalmente diferente do resto do mundo.
A necessidade frustrada é a de independência, competência e identidade própria. O indivíduo sente que é incapaz de sobreviver ou alcançar o sucesso por conta própria.
Sentimento de incapacidade para gerenciar as tarefas do dia a dia (como finanças ou decisões cotidianas) sem a ajuda de terceiros.
Medo exagerado e constante de sofrer uma catástrofe financeira, médica ou de segurança, sem recursos para se defender.
Proximidade emocional excessiva com os pais ou figuras de autoridade, anulando a própria personalidade e escolhas.
Crença enraizada de que se é incapaz de ter sucesso profissional ou acadêmico, sentindo-se sempre inferior aos pares.
A necessidade frustrada é a de limites realistas, reciprocidade e autodisciplina. São pessoas que não aprenderam a respeitar os direitos alheios ou a adiar a própria gratificação.
Crença de ser especial, superior e ter o direito a privilégios e regras exclusivas que não se aplicam aos reles mortais.
Baixa tolerância à frustração e dificuldade em controlar impulsos, desistindo facilmente de metas de longo prazo quando surgem obstáculos.
A necessidade frustrada é a de liberdade de expressão e validação das próprias necessidades. O foco da pessoa se volta totalmente para o bem-estar alheio em busca de amor e aprovação.
Entrega do controle do próprio comportamento e emoções ao outro por medo de punição, raiva ou abandono.
Anulação voluntária das próprias necessidades cotidianas para cuidar dos problemas alheios, visando evitar sentimentos de culpa.
Ênfase excessiva em ganhar a aprovação, o elogio ou o status social do ambiente externo, sacrificando a própria autenticidade.
A necessidade frustrada é a de espontaneidade, lazer e relaxamento. Há uma imposição rígida de regras morais e desempenho, sufocando a alegria de viver.
Foco obsessivo nos aspectos ruins e dolorosos da vida, subestimando as coisas boas e esperando sempre o pior cenário.
Exigência interna desmedida de alcançar metas elevadas e perfeccionismo punitivo em relação ao próprio desempenho.
Esforço ativo e voluntário para abafar e esconder emoções espontâneas (como raiva ou alegria extrema) para manter uma fachada neutra.
Medo paralisante de que impulsos internos e emoções reprimidas transbordem e resultem em loucura ou danos graves ao redor.
Tendência a ser cruel consigo mesmo, aplicando autoculpabilização e autopunição implacável por cometer erros triviais.
Intolerância severa com os erros dos outros, exigindo punições rígidas e agindo de forma hostil quando falham.